terça-feira, fevereiro 27, 2007

APRESENTAÇÕES

2. Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta concerto em março Sob a regência do maestro Aylton Escobar.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta concerto no Grande Teatro do Palácio das Artes, no dia 6 de março, às 20h30. Junto com a Orquestra, apresentam-se os pianistas Celina Szrvinsky e Miguel Rosselini (foto).Programa: Felix MendelssohnAbertura As Hébridas (Grutas de Fingal) opus 26Concerto para 2 pianos e orquestraHeitor Villa LobosBachianas Brasileiras nº 2Camargo GuarnieriAbertura festiva Serviço:Evento: Concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.Data: 6 de marçoHorário: terça-feira, às 20h30Local: Grande TeatroPreço: Platéia I e II: R$ 15 e Platéia Superior: R$10 (meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos) Classificação etária: 8 anosBalcão de Informações: (31) 3237-7399.

3. Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta dentro da Série de Concertos TIM

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta concerto no dia 20 de março, no Grande Teatro do Palácio das Artes, às 20h30, dentro da Série de Concertos TIM. A regência será do maestro Marcelo Ramos, com participação de Fábio Presgrave (violoncelo).Programa:Marlos NobrePassacaglia (Saga Marista)C. Saint-Saens Concerto para cello R. StraussMorte e Transfiguração op. 24, poema sinfônico -------------- Serviço:Evento: OSMG - Série de Concertos TIMData: 20 de março Horário: terça-feira, às 20h30Local: Grande Teatro do Palácio das ArtesPreço: Platéias I e II - R$ 15,00 (inteira) e R$7,50; Platéia Superior – R$10,00 (inteira) e R$ 5,00. (Meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos)Classificação etária: 8 anosBalcão de Informações: (31) 3237-7399

4.Vander Lee faz única apresentação no Grande Teatro

Serviço:Evento: Show Vander LeeData: 21 de março Horário: quarta-feira, às 21hLocal: Grande Teatro do Palácio das ArtesPreço: R$20 (inteira) e R$10 (meia entrada); (Meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos)Classificação etária: livreBalcão de Informações: (31) 3237-7399---------------------Em breve, mais informações.

Inscrições para processo de seleção de integrantes para Orquestra Jovem

1. Abertas inscrições para processo de seleção de integrantes para Orquestra Jovem

A Orquestra Jovem do Palácio das Artes abriu nesta segunda-feira, dia 12, processo de seleção para novos integrantes. A iniciativa tem o objetivo de estimular a participação de jovens músicos aprendizes na prática da música erudita em conjunto e de repertório orquestral. Até 2 de março, os interessados devem procurar a secretaria do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (Cefar), de 9h às 11h, e 14h às 17h. As inscrições são gratuitas.Poderão participar da seleção os músicos aprendizes dos instrumentos especificados no edital de seleção (veja abaixo). O repertório avaliado no processo seletivo inclui uma peça de livre escolha do candidato e uma peça de confronto, disponível na Secretaria do Cefar. No total, serão oferecidas 23 vagas, para diversos instrumentos, e as provas serão realizadas entre os dias 5 e 8 de março.Orquestra JovemA Orquestra Jovem do Palácio das Artes é formada por 54 estudantes, com idades que variam entre 15 e 25 anos. A Orquestra Jovem tem como objetivo a formação técnico-artística do jovem instrumentista possibilitando seu aperfeiçoamento e conhecimento do vasto repertório sinfônico. A Orquestra Jovem fez sua estréia no Grande Teatro do Palácio das Artes no dia 12 de junho de 2002 e tem se apresentado em audições e concertos didáticos. Infomações? (31) 3237-7251 ou 7291
http://www.palaciodasartes.com.br/noticias_orquestra_jovem_2007.asp

PAPO COM DEUS…(João Alexandre e Helder Assis)



Pai…

Sei que o Senhor concede dons e talentos às pessoas… e para alguns dos teus filhos o Senhor concedeu o talento musical…

Sabe Senhor, muitos têm falado em teu nome acerca do comportamento, trabalho e ministério do músico cristão… então eu pergunto: esse talento musical, que alguns de teus filhos possuem, pode realmente ser usado como um trabalho profissional também (fora da igreja), ou deve ser usado exclusivamente para o ministério no teu reino? Seria mesmo certo, por exemplo, um cristão fazer apresentações cantando músicas seculares?

Filho…

Quando presenteio alguém com um talento, é sempre antes mesmo de esta pessoa nascer e não depois que se converte e decide caminhar ao Meu lado… conforme está escrito em Minha Palavra, “os dons são sem arrependimento” (Rm 11:29) e “toda boa dádiva vem alto” (Tg 1:17).

Não se esqueça que, enquanto todos olham o exterior das pessoas, principalmente dos artistas em geral (achando que podem julgar suas atitudes conforme o que vêem e por aquilo que pensam a respeito do que vêem), Eu, o Senhor Deus, esquadrinho os corações e enxergo o interior de cada um, tanto daqueles que cantam cânticos espirituais, hinos e salmos com seus corações totalmente desinteressados em glorificar-me, quanto dos que cantam músicas populares numa atitude de extrema adoração ao Meu Nome por terem entendido a Minha Palavra quando diz que: “quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, tudo seja feito para a glória de Deus” (I Cor 10:31).

Mais do que um instrumento bem tocado ou uma voz extremamente afinada, só me alegro com os que me adoram em espírito e verdade, sejam músicos ou não, já que dou preferência a vidas consagradas ao invés de acordes, canções, ministérios, profissões ou instrumentos consagrados, há muito tempo EXTINTOS na cruz do Calvário, por Meu Filho Amado, aquele que construiu em vocês a Minha habitação com Sua morte e ressurreição!


Mas Senhor, há letras de músicas populares que ferem a nossa fé cristã… assim como existem ambientes onde um músico profissional geralmente toca ou canta que poderiam ser considerados inadequados para um cristão… ou não?

Vocês têm a sabedoria dada por Mim, para decidirem quando devem ou não cantar certas letras, e onde devem ou não ir… vocês são a Igreja, e em qualquer lugar onde forem e estiverem têm a opção de influenciarem ou serem influenciados...

O Meu Filho Amado, Jesus Cristo, sempre esteve em lugares considerados “pecaminosos” para a sua época, e se envolveu com gente de vida excluída ou duvidosa, como cobradores de impostos, prostitutas, leprosos, cegos e samaritanos também… aliás, Ele chegou até mesmo a ser chamado de “amigo dos pecadores” (Lc 7:34)…

Acho que este mundo ainda continua “podre” e “escuro” porque vocês, Meus filhos, na sua grande maioria, não têm obedecido o meu mandamento de ser sal da terra e luz do mundo, preferindo se refugiar e viver escondidos dentro de templos suntuosos, construídos para nada, já que há muito tempo NÃO HABITO DENTRO DELES (At 17:24)!


E quanto a ouvir e comprar discos de artistas não cristãos? Alguns pensam ser errado, achando que “não convém”… mas, se for assim, como seria para os instrumentistas cristãos? Estariam errados ao "tirar" uma música secular? E os que fazem aulas ou lecionam, poderiam utilizar músicas não cristãs para esse fim? E os que estudam música erudita então, estariam vivendo no pecado, ou esses possíveis “pecados musicais” não atingem a música clássica?

O grande erro de vocês, meus filhos, é criar separações e distinções que Eu, O Senhor, não criei… é pensar que a música pode ser santa em si mesma, que existem acordes "profanos” e “divinos" ou instrumentos "consagrados", quando, na verdade, o que deveriam consagrar e santificar são suas próprias vidas…

E o que pensar, Senhor, de grupos e cantores cristãos como o DcTalk, Michael W. Smith e tantos outros, que também cantam suas músicas seculares (românticas, anti-raciais, etc), alguns dos quais chegam a admitir que a música é a sua profissão, e não um ministério específico (pois, segundo eles, "todo cristão, independente de sua profissão, é um ministro")?

Por que a música não poderia vir a ser para alguns o seu trabalho, seu sustento, dado e abençoado por Mim, como qualquer outro trabalho profissional? Ministrar quer dizer servir, em todas as áreas da vida, em todos os lugares do mundo, sem distinção! Eu, o Senhor, não busco profissões, cargos, funções nem ministérios, mas sim pessoas que estejam dispostas a andar comigo… e todos os que andarem comigo devem ser meus adoradores e ministros onde quer que estejam…


É, Senhor… não entendo o porquê de nós termos tantas dúvidas e incompreensão quando assunto é música; digo isso porque não temos essa mesma dificuldade no tocante a outros tipos de arte… por exemplo, um pintor de quadros cristão, não vai pintar só cenas bíblicas por ser cristão; vai pintar suas paisagens, suas idéias e imagens, porém sempre procurando não contradizer sua fé... um ator cristão, que viva de fazer teatro ou novelas, não vai ficar sem trabalho por não aparecer nenhuma peça de cunho bíblico para ele fazer... claro que, pela sua fé, vai acabar recusando alguns papéis, mas não deixar de trabalhar, já que sua arte se constitui em sua fonte de renda... agora, porque tanta dificuldade quando a arte em questão é a música?

Muitos associam adoração exclusivamente à música, ao contrário do que Minha Palavra ensina… vocês podem e devem me adorar com a música e qualquer outro tipo de expressão artística, mas primeiramente devem me honrar e adorar intensamente com suas próprias vidas…

Alguns de vocês, meus filhos, têm sido extremamente radicais, inflexíveis, e até mesmo orgulhosos, chegando a se sentir mais puros ou santos que outros por causa de suas diferenças…
Muitos não teriam a coragem de cantar o que vivem fora das paredes dos templos e além disso não vivem o que cantam quando estão dentro deles!

Se um músico profissional me dedicar a sua vida, me servir e me adorar de coração aberto e sincero, Eu, o Senhor, o honrarei e guardarei de todo "laço do passarinheiro", onde e quando necessário! Farei isso apesar de tudo e de todos, principalmente daqueles que julgam conhecer a "mente do Senhor”, e estarei com ele nas horas boas e ruins, nos lugares aceitáveis aos olhos humanos e até mesmo naqueles que se pareçam com o inferno!
"Meus pensamentos não são os seus pensamentos, nem os Meus caminhos são os seus caminhos" (Is 55:8), lembra?

Obrigado, Senhor, pelo teu amor, tua paciência com nossas imperfeições, tua misericórdia pela nossa falta de entendimento, e prontidão em responder nossas orações… atende o nosso anseio de conhecer tua vontade e agradar o teu coração…

Estarei sempre contigo, filho…

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

PASTOREANDO TIJOLOS II

PASTOREANDO TIJOLOS II:
O LEÃO, A FEITICEIRA, OS GERENTES E A COISIFICAÇÃO ATUAL.

Quem viu deve lembrar. Quem não viu e já está em crise de como vai continuar a ler este breve texto, facilito:
A cena é triste. A cena é o castelo escuro, o esconderijo da Feiticeira de Nárnia (a vilã). Aslam (o leão), está andando e olhando. A câmera mostra enfaticamente muitos personagens. Todos estátuas de pedra – maldição lançada pela Feiticeira. Aslam olha. Quem está com ele também olha.

Este era o feitiço da bruxa de Nárnia: Transformar seres vivos em estátuas de pedra.
A cena é tão marcante... Tão triste. Fisgou-me. Tem um tempo que não vejo o filme e não penso nem nele nem muito menos nesta cena, mas, durante meu banho ontem, veio em mim esta idéia de que esta cena é uma paródia do que estamos vivendo no seio da igreja evangélica hoje. A água caía em meu corpo e eu pensava nesta cena do filme de Nárnia e na nossa Igreja, na nossa pastorada. Passado alguns minutos já estava batendo papo com meu aluno de violão quando na conversa ele me fala de uma certa igreja que teria 25.000 mil membros... As palavras evocaram novamente aquele tanto de seres juntos no salão do castelo da Feiticeira... Coisa assustadora! Pensei.

Talvez não seja preciso frisar de que o momento em que vivemos é de grandes projetos. A grandeza para a maioria é a mãe do sucesso. Aliás, nunca vi tantas palavras sinônimas dela sendo usadas com tanta força: sucesso, vitória, grandeza, vencer (compre dez cds em lojas evangélicas e compare as letras e verás/ouvirás/entenderás o que andam “lovando?” por aí.
Aliado a isso temos algo preocupante. É que Ser pastor ou mesmo líder hoje requer além de pastoreio de tijolos (quem não entendeu leia no site da ultimato o texto Pastoreando Tijolos), um grande potencial de gerenciamento (e para organizar este gerenciamento, os membros do corpo de cristo são numerados) - lembrei-me do texto em que Davi promove o censo e desobedece a Deus. Interessante: Deus não queria censo... – A ênfase é no número, por conseqüência do tamanho do templo. Estes dois são e estão quase que inseparáveis. Numa conversa casual entre dois evangélicos que acabaram de se conhecer é mais do que normal rolar esta pergunta: quantos membros tem sua igreja?

Humm...
Aslam ia andando, passando e olhando, andando, passando e olhando. É um convite para andarmos, passarmos e olharmos. Rubem Alves disse que somos doentes dos olhos... Os olhos ultimamente só querem grandeza, números. Numerar é reduzir um ser vivo em mais um... e isto petrifica os seres, as pessoas. Eles são números. Aslam passava e via: seus semelhantes não empalhados (só se empalha o que está morto, menos mal comparado a petrificar. Petrifica-se o que ainda está vivo!) seus semelhantes petrificados. Duros... Rígidos...
Ah teria tanta coisa para falar da igreja brasileira quanto á rigidez... Disseram-me que Ron kenoly ficou triste e disse da sua tristeza lá na 8° presbiteriana de bhte. O porque dela é que ele rodou o Brasil todo esperando ouvir um baião ou bossa-nova e não ouviu: não tem molejo, todos duros, estátuas petrificadas.

Aslam e você estão olhando. Após a caverna da Feiticeira continuam andando, atravessam gerações, anos vão se passando e ainda você vê seres como você petrificados. 25.000 aqui, 5.000 ali. Todos duros. Aslam olha pra você. Seus olhos estão tristes. Mesmo após sua ressurreição ainda haviam pessoas petrificadas e sendo gerenciadas. James C. Hunter disse que só se gerencia coisas, pessoas são lideradas. Coisificação é o termo que Ricardo Barbosa no seu livro caminho do coração descreve para a realidade em que as pessoas são usadas para outros fins. São transformadas em coisas. Aslam está triste e você também. Você VIU o que ele via!

Mas, Ele o convida a olhar mais de perto.
Você se aproxima e percebe algo dependurado no pescoço de todos: era um crachá! E nele havia um número!

A cena do filme de Nárnia muda quando Aslam se aproxima e expira em cima do personagem petrificado. O Sopro dá vida ao personagem e a petrificação começa a ceder até que ele volte ao normal. É tão lindo e é inevitável não se lembrar do texto de Gênesis em que Deus sopra no homem o seu espírito: “... e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou alma vivente”.Gn 2.7b (C. S. Lewils só pode ter pensado neste versículo!)
Você ainda vê tijolos sentados em bancos... Pessoas sendo varridas para fora das igrejas. Outras recebendo crachás e sendo chamadas por números e se tornando estátuas. E percebe que os filhos de Deus, membros do corpo de Cristo são contados, coisificados, gerenciados por Pastores de tijolos, numa coisificação sem fim.

Você ouve um canto. É Aslam e todos os que já não eram estátuas mais: -Vem ó vento do espírito. Vivifica-nos! E não nos deixe amoldarmos ao sistema do mundo que já está dentro das igrejas, transformando pessoas em coisas, números.

De repente seus olhos piscam... más... você pensa. Você não entende.... tudo tão estranho... aí estou confuso... seus pensamentos tentam compreender. Seu corpo todo dói. Parecia paralisado há muito tempo. Os seus olhos embaçados clareiam.. e você vê Aslam terminando de expirar sobre você.

Quem tem olhos pra ver, veja. Quem tem ouvidos, ouça.

Ramon Goulart – dezembro de 2006 – bhte/MG