terça-feira, maio 15, 2007

LIvro Maravilhoso: CRISTIANISMO CRIATIVO? Steve Turner


Livro publicado pela W4 Editora. Que chegou na hora certa gente!


"Muitos cristãos desconfiam das ambigüidades inerentes à expres-
são artística, e acham que a arte só se reveste de valor quando
empregada categoricamente a serviço do evangelismo, do louvor
ou do discipulado. Assim, o trabalho do artista cristão só vale
quando tem utilidade didática ou funcional. O guitarrista que
toca no "louvor" da igreja está fazendo a obra de Deus, mas, se
este mesmo músico tocar jazz ou rock em outro ambiente, estará
desperdiçando seu talento.
Creio que essa linha de raciocínio revela mais uma faceta
da dicotomização que caracteriza tantos cristãos - a falsa
segmentação de nossa vida entre o religioso e o mundano, como
se as verdades reveladas no ambiente eclesiástico fossem superio-
res àquelas que descobrimos em outros âmbitos.
Em Cristianismo Criativo?, o poeta e crítico de rock Steve
Turner imagina um papel mais amplo para a arte produzida por
cristãos. Explica que a função comunicativa da arte difere dos
sermões e dos livros não ficcionais, que se ocupam da transmis-
são de revelação proposicional. A arte nos desafia a encarar o
lado menos empíríco de nossa experiência com Deus - a abstra-
ção, a ambigüidade e o mistério. Turner demonstra que o artista
cristão pode louvar a Deus em ressonância criativa, pode provo-
car reflexão sobre a realidade cotidiana a partir da cosmovisão
bíblica e ainda contribuir para que os próprios cristãos experi-
mentem Deus de forma diferente do meramente racional.

É louvável o empenho da W4 Editora em traduzir e pu-
blicar esta obra no Brasil. Para aqueles que sonham com o impac-
to positivo que a expressão artística poderá ter sobre as novas
gerações de brasileiros, é obra fundamental".

Mark Leo Carpenter
Escritor, poeta e editor é mestre em línguas modernas
e presidente da Editora Mundo Cristão

sexta-feira, maio 11, 2007

A Música Evangélica Brasileira -

(Livro Lançado pela Editora da MK publicitá)

Denise Frederico durante a palestra do livro "A Música na Igreja Evangélica Brasileira", lançado pela MK Editora MK Editora promove encontro com a escritora Denise Frederico, uma das maiores especialistas do paísBruno BarreiraNa última quinta-feira, dia 15 de março, a MK Editora promoveu o lançamento do livro "A Música na Igreja Evangélica Brasileira", de autoria de Denise Frederico, doutora em teologia e mestre em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O evento aconteceu na capela do Seminário Batista do Sul, na Tijuca, no Rio de Janeiro, e contou com a participação do cantor Alex Gonzaga, um dos maiores ícones do segmento gospel, que também é vocalista da banda Novo Som.A apresentação ficou por conta do pastor e escritor Israel Belo, reitor do Seminário Batista do Sul, autor de livros como "Dia a Dia com Deus Através da Bíblia" e "Se Meu Povo Orar", ambos lançados pela MK Editora. Denise Frederico ressalta que o estudo sobre a música evangélica no Brasil ainda é muito incipiente e deixa a desejar nos cuidados com a apresentação nas igrejas. "O estudo sobre a música evangélica brasileira ainda é muito incipiente. Muitas vezes nós temos pessoas bem intencionadas, mas não preparadas. Assim, a questão teológica, que traz as razões, os problemas etc, acaba ficando de lado. Uma das coisas mais importantes é que conseguimos abordar assuntos que são verdadeiras lacunas, nunca debatidas aqui no Brasil. Outra questão, é que o livro não se dedica apenas a músicos, mas também aos pastores, líderes, diáconos e presbíteros, para abrir mais a visão. Isso porque há muitos casos em que os líderes não se preocupam muito com esta questão e deixam tudo sob a responsabilidade exclusivamente sobre a equipe de louvor", observa Denise.A autora destaca ainda a questão de que a Igreja tem se preocupado muito em atender os desejos dos jovens e acabam esquecendo os fiéis antigos. "Hoje nós estamos vivemos uma certa ditadura neste sentido. Não que os jovens não possam ter parte nisso, mas é importante observarmos que eles não devem ser os donos absolutos deste espaço nas igrejas. Acredito que a questão tem que repousar sobre o pastor, para que haja mais controle, com mais embasamento teológico e bíblico. Eu acho, inclusive, um pouco desrespeitoso com os fiéis da terceira idade, que gostam dos hinos e louvores antigos. Até porque o culto é uma comunidade, feito para todos. Sem esses cuidados, vejo falta de liderança e modismo", afirma.A autora diz que toda essa preocupação é para mostrar a importância da música dentro das igrejas, que demanda muita preparação. "Atualmente, muitos se autodenominam 'levitas', mas não sabem realmente quem foram os levitas e a formação que eles tiveram. Só para se ter uma idéia, somente com trinta anos de idade que eles poderiam, de fato, oficiar o culto. Enfim, eles estudavam muito. Hoje em dia há muita empolgação, mas pouca preparação. Tudo é feito dentro do método papagaio", explica.Em relação ao evento promovido pela MK Editora, Denise ressaltou que o encontro atendeu a todas as suas expectativas. "Eu gostei muito da participação do público, achei que o povo estava muito interessado e isso é muito importante. O lançamento atendeu todas as minhas expectativas, a capela esteve cheia, e eu espero que este livro se torne num instrumento de estudo".O cantor Alex Gonzaga (foto) apresentou algumas músicas de seu CD "Canções, Eternas Canções 2" e disse que o evento foi bastante produtivo. "Estou muito feliz em poder participar deste momento, principalmente junto com a Denise, que é uma mulher muito inteligente. Acho bom quando nós podemos esclarecer, conversar, trocar idéias sobre tudo o que envolve o trabalho com Deus. A música é uma parte importante disso. E isso nos motiva a ler mais e debater mais. É este o objetivo do livro", finaliza.

quinta-feira, maio 10, 2007

A supremacia – não de Bornie – mas da Arte!




Parabéns a todos os artistas plásticos – 9 de maio


Estava vindo da banca de jornal, tinha acabado de adquirir o segundo exemplar da revista Caras... Claro não por causa da revista (desculpem os que gostam, mas é uma droga!), mas devido a promoção das maiores pinturas do mundo. São 25 edições, cada uma contendo três reproduções das mais importantes telas. R$6,90 por semana que estou tendo de suar pra conseguir e comprar. Vale a pena cada centavo. Parabenizo a iniciativa cultural da HSBC juntamente com a Caras.

Continuando...
Tinha chegado na academia em que malho e logo uma pessoa perguntou o que era aquilo. Comecei explicando, tentando deixar tudo bem lisinho na cabeça da pessoa que me perguntou, mas mal consegui iniciar a segunda frase. Quando fui interrompido pela pessoa dizendo bem algo: - Num sei como algo pode valer tanto. È tudo a mesma coisa.
O idiota aqui (eu) ainda tentou continuar explicando, mas não consegui nem mais uma frase inteira e a pessoa começou a rir apontando para o quadro escarnecendo...

Nesse dia fiquei olhando para aquela situação. E ela ficou olhando bem pra mim, com olhos arregalados, boca triste, cores frias... Como as que Picasso usou no seu período de tristeza e sofrimento pela perda da pessoa que ela amava, se não me falhe a memória um amigo.
Desde então aquele ocorrido volta à minha mente. Diz à psicanálise que uma coisa volta em sonhos quando algo precisa ser resolvido na vida real... O sonho seria algo um espelho das funduras do ser que sofre, mas a pessoa não o percebe. Sonho: um alarme como alarde tocando, tocando...

Mas e quando as coisas voltam durante o dia, quando você está acordado?
Ela tem voltado, e por isso resolvi escrever neste dia nove de maio sobre isto. A supremacia – não de Bornie – mas da Arte!
Sinto falta das cores, das telas, das intervenções artísticas em nossa realidade. Sinto falta das cores, dos pincéis, cheiro de tinta óleo, tinta para tecidos, guache, Nanquim... Ah as cores... Em nossa realidade tão real, tão pregada ao chão, aos cifrões em forma não de grana diretamente, mas em forma de reformas...
Construções...

Sinto falta de palavras poéticas que evoquem e provoquem em nós cores, imagens lúdicas, mais alegres, mais nós: brasileiros.
Pardos, feitos e modelados pela mistura do diverso, do multi, do pluricultural. Amamos as várias cores porque somos iguais ao caleidoscópio. Esta é a nossa maior beleza. Não copiada. Única no mundo.

Sinto falta de canções que nos façam balançar e tremer como balançam e tremem os pincéis dos artistas plásticos, para que nós pintemos nas mentes daqueles que nos olham belo movimentos de uma plasticidade única. Nossa. Molejo...

E ainda continuo a me perguntar onde estarão os artistas da nossa realidade. Aqueles que Rookmaaker disse que “... não podemos continuar sem eles” Porque eles nos fazem ter uma vida mais bela, viva num sentido espiritual...”“.

A arte está esquecida. O Melhor do melhor, como ouvi ontem o Rui Feliciano falando em sua ministração enquanto dedilhava as cordas do violão juntamente com Naldão (baixo) e Elias (bateria), está muito longe de ser real. Talvez real em alguns pouquíssimos pontos da igreja brasileira.

“Tangei com júbilo e arte” Salmo 33.3. Proclamou o “the best” em sua época: Rei Davi.
Confronto a realidade com estas breves palavras de quem acredita na supremacia – não de Bornie – mas da Arte! Na esperança de que nossa realidade seja mais poética, colorida e viva com a presença presente e não ausente – como tem sido – de nossos Supremos Artistas!

Rasq... rasq... rec...rec...
O som vem dali... Existe uma grande movimentação de pessoas. Estão sorrindo.
- Hei dá licença. Obrigado.
Nossa quanta gente. O que será que esta acontecendo?
E ao me aproximar percebo o que não poderia não deixar de perceber.
Os Supremos Artistas estão pintando dentro da nossa realidade. Dentro de nossa(s) igreja(s)

Ramon Goulart